sexta-feira, setembro 13

a democracia nas eleições autárquicas

As televisões juntaram-se para boicotar uma decisão da CNE a propósito do tempo de antena que é dedicado aos partidos para eleições.
É bom recordar que esta obrigação, da igualdade de tratamento, decorre da Lei que autorizou a concessão de canais de televisão a entidades privadas.
Mas se as televisões ( até a pública, imagine-se) preferem boicotar as eleições decidindo não fazer nenhuma campanha, por ter que dar igual tempo de antena a todos os partidos, o mesmo não se percebe relativamente a todos os outros partidos.
Também a eles lhes custa ver que os partidos concorrentes tenham o mesmo tempo de antena, dizendo que os seus partidos tem maior representação que os outros, e que portanto devem ter tempo de antena superior.
Não percebem que  a sua teoria os conduz a que cada partido tenho um tempo de antena de acordo com a sua ultima votação e assim o PSD teria 38,66% o PS 28,05 o CDS 11,71
o PCP 7,90% e o BE 5,17%., do total do tempo que as Televisões dedicariam á campanha eleitoral.
Estariam estes partidos de acordo com esta distribuição da campanha nas TVs?
Não percebem eles que as maiorias são conjunturais e que os partidos maioritários de hoje podem ser minoritários amanha?
Não conhecem eles o que se passou na Grécia?
E os cidadãos. Não terão eles direito a poderem escolher em igualdade de circunstâncias o Partido a quem querem dar o voto?
Ou isto não tem nenhuma importância?


a quadratura do Costa

Depois de ver várias "quadratura do circulo" na SIC notícias fico a pensar que o Pacheco Pereira é do PS e o António Costa do PSD.
Bem sei que a posição do Pacheco é conjuntural. Fosse 1ª ministra a sua amiga Ferreira Leite e o Pacheco passaria a fazer o papel que hoje faz Lobo Xavier.
O António Costa é que fica bem naquele papel.
Não haverá melhor no PS?

as autárquicas

Alguns militantes do PS na perspectiva de uma humilhante derrota nas eleições autárquicas começam a preparar o seu futuro e dizem que só depois da derrota se vai discutir a liderança do PS.
Para eles é indiferente que o Pais seja conduzido a ferro e fogo, não fazem nada para impedir que isto aconteça.
Preferem ficar á espera que o Seguro caia por inércia, entretanto o Povo que morra á fome.

A maior tragédia

Não sei o que é pior.
Se termos um Governo como este ou um líder da oposição como Seguro.
Ou se não será a mesma coisa.

sábado, junho 22

jornadas parlamentares do ps

As propostas  saídas das jornadas parlamentares do PS vem mostrar que nada de bom se prevê com o PS de novo no governo.
Lê- se e não se acredita.
Como pode o PS pensar devolver a dignidade ao povo português com propostas desta natureza?
Nada é verdadeiramente reformador, nada é inovador.
O PS de Seguro poderia muito bem ser contratado como acessor de Passos Coelho
com o objectivo de aperfeiçoar as leis do governo.
Que espera o PS com a insistente ideia de baixar o IVA da restauração. Por que razão o Iva da restauração deverá ser mais baixo que outros bens que consumimos. Não deveria ser o Iva todo mais baixo, excepto nos bens de luxo?
O PS de Seguro é incapaz de perceber que a crise na restauração não tem a ver com o valor do iva mas sim com o fraco poder de compra da esmagadora maioria dos portugueses.
Estou órfão de Partido.
Proponho um exercício, leiam as propostas, admitam que o Governo as aceitas, e vão chegar facilmente á conclusão que nada de substancial muda na vida dos portugueses.
Muda-se para que tudo fique na mesma.
Ē isto que o PS quer?
De um partido que tem o Zorrinho como líder parlamentar não se pode esperar grande coisa.

segunda-feira, junho 17

a greve dos professores II

não há paciência para a manipulação que o governo nos pretende fazer.
Acabo de ouvir o Crato,que no balanço da greve diz que 70% dos alunos fizeram o exame.
O que eu gostaria que ele dissesse é qual foi a % de professores que aderiram á greve.
Assim, até parece que quem estava em greve era os alunos.
Bastou ouvir isto para perceber que o Governo foi derrotado com tamanha adesão.

quinta-feira, junho 13

Assis e o socialismo


Considero ignóbil a convocação de uma greve de professores para o primeiro dia de exames nacionais. É como se os médicos decidissem fazer greves às urgências hospitalares. Incompreensível, indigno, inaceitável.”
A esta classificação da greve dos professores feita por Francisco Assis no Publico,  responde a professora reformada Maria do Rosario Gama com um texto notável no Público de hoje.
Tem andado mal acompanhada esta senhora com um colega do mesmo partido que tem sempre a mesma opinião de quem governa, nomeadamente quando estão em causa direitos de quem trabalha.
Com que greve concordará Assis?
Conhecem alguma?
E já agora qual será a opinião do PS de Seguro sobre a greve? Alguém conhece?

outra vez cavaco

depois de estar de acordo com todas as inqualificáveis medidas do governo que agravaram todos os problemas herdados de Sócrates, vem agora o reformado dizer que é preciso acabar com a austeridade.
A semana passada estava de acordo com os sacrifícios, hoje já não está.
Quando os ratos começam a fugir é sinal que a viagem está a chegar ao fim.
Deve estar a preparar o famoso discurso " eu já tinha dito que era preciso acabar com a austeridade".

quarta-feira, junho 12

a greve dos professores

não percebo que possa haver pessoas que estando contra este governo criticam a greve dos professores.
Para além da razão que lhes assiste, para mim todas as greves, todas as lutas, todas as manifestações, todas as ofensas são legitimas, a quem maltrata, como este governo tem maltratado o povo português.

coincidências

no mesmo dia que o tribunal absolveu vários antigos Administradores dos Ctt porque não ficou provado que teriam prejudicado os Ctts quando autorizaram a venda de um edifício em Coimbra que foi vendido e revendido no mesmo dia por mais cinco milhões de euros.
Foi condenado um cidadão por ter dito em Évora, onde estava Cavaco " vai mas é trabalhar".
A condenação foi de 1.300€.
É a justiça que temos.

segunda-feira, maio 27

Público de lixo

Continua a queda do Público para o abismo.
Na edição de hoje, na ultima página na rubrica " sobe e desce" o Público a propósito de uma lei aprovada no Parlamento  e promulgada pelo Conselho Constitucional Francês, sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, critica François Holland a propósito de uma manifestação de pessoas em Paris que tem entendimento diferente.
Para o Público uma lei que foi aprovada pelo Parlamento não deveria ter entrado em vigor porque há pessoas que não concordam com ela.
Diz o Público que "Holland dispensava o agravamento desta fractura social".
Esta lei fazia parte das promessas eleitorais de Holland.
Entre tantas coisas que o Público poderia criticar na política de Holland, prefere fazê-lo na promessa eleitoral que cumpriu.

Que gente é esta que tomou os destinos do publico?

domingo, maio 19

apito dourado fase 2

Para quem pensava que o apito dourado tinha acabado aí está a arbitragem de Hugo Miguel, para nos esclarecer.
Como o Paços de Ferreira - Porto, jogo fundamental para a atribuição do título de campeão nacional, estava 0-0 já perto do fim da 1ª parte, a solução foi simples. Um jogador do Porto -James - cai fora da grande área, o arbitro apita para a marcação de uma grande penalidade, expulsa um jogador do Paços de Ferreira e o roubo é consumado. Não houve falta, foi o jogador do Porto que tropeçou em si mesmo. As imagens não deixam nenhum tipo de dúvidas.
O que deveria ter sido assinalado era falta contra o Porto e cartão amarelo ao seu jogador.
Consultados os jornais desportivos nada dizem a este respeito.
O Benfica tem responsabilidades, porque não foi capaz de levar até ao fim a suspeição que havia sobre a nomeação  deste arbitro.

segunda-feira, maio 13

portas que se fecham

quando Paulo Portas disse que  "Esta é a fronteira que eu não posso deixar passar!" A propósito da intenção do Governo taxar mais uma vez as pensões, vieram os mais optimistas dizer que agora  é que a coligação iria estar em causa. Ontem o Governo reuniu-se com urgência e aprovou a taxa que Portas disse não poder deixar passar.
Para quem tinha dúvidas do tipo de político que é Paulo Portas está aqui a resposta.
Mas continuo a achar que os processos judiciais que ainda correm em Tribunal, nomeadamente dos submarinos, é determinante nestas posições de Portas.
É que não convém nada sair do Governo.

sábado, maio 11

conversas interessantíssimas

Magnificas conversas conduzidas por Abel Barros Batista com pessoas também elas muito interessantes, a ultima - de três- foi com a psicanalista Carmo Sousa Lima.
Integradas numa revista virtual que se apresenta como "Forma de Vida é um fórum bimestral de literatura e ideias." 
Para além destas conversas tem artigos magníficos.
A não perder.

Nº2 / Abril de 2013


os ratos

O vice-presidente da bancada parlamentar do PSD Carlos Abreu Amorim defendeu hoje que "o tempo político de Vítor Gaspar terminou" e que o governo deve ponderar a sua substituição.

Ē sempre bom sinal saber que até Vítor  Gaspar vai ser abandonado pelos seus amigos.

Só falta o povo agora abandonar os amigos de Gaspar.


Ricardo Salgado

No "DN"
"O presidente do BES diz que há um limite moral a respeitar, designadamente nas pensões mais baixas, mas sublinha que a recessão é tão violenta que os direitos adquiridos estão em causa, haverá mais quedas..."
Quando diz que os direitos adquiridos estão em causa não deve estar a pensar nos direitos de crédito que os bancos têm sobre os seus clientes.
Ou estará?

segunda-feira, maio 6

Portas

Estou disponível para tudo. Assinar petições, participar em manifestações, em conspirações, apoiar todos os partidos, até a dizer que sou do Sporting, ( suprema ironia) desde que isso contribua para fazer cair este governo. Qualquer outro, será concerteza melhor. Se não for,cá estaremos nós para o fazer cair outra vez.

sábado, abril 27

swaps

Não há nada de extraordinário que uma empresa queira assegurar que a taxa de juro paga durante um determinado período de tempo não será alterada, e que faça um contrato com o seu Banco assegurando que não pagarão mais do que o que está estipulado.
Trata-se, parece-me, de uma acertada medida de gestão.
De acordo com alguma imprensa, tratava- se de um contrato de seguro contra a eventual subida da Euribor, que se reflectia imediatamente na taxa de juro.
Nos contratos de seguros tradicionais , pago um prémio, espera-se, em caso de sinistro, ser-se ressarcido do prejuízo.
Nestes contratos a esmagadora maioria das empresas era isso que esperava.
Se houvesse subida da taxa de juro as empresas não teriam que pagar mais pelos empréstimos bancários porque tinham adquirido um swap, e pago por isso.
Foi isto que as empresas contrataram. Basta ouvi-las.
Nada mais enganador, já que o que os Bancos lhes venderam não foi um seguro, foi uma aposta, o que quer dizer se as taxas subissem as empresas não teriam que pagar mas se as taxas descessem aí pagariam.
Ē ou não é extraordinário. As empresas pagariam sempre. Quer as taxas subissem ou descessem.
E os Bancos?
Os bancos ganhariam sempre, quer as taxas subissem ou descessem.
Para além disse sabe-se agora, foram condenados vários Bancos Europeus e Americanos por manipulação da libor o que quer dizer que os bancos ganhariam o dinheiro que quisessem e quando quisessem, bastando para isso, aumentar ou baixar as taxas de juro.
Isto é ganhariam sempre.
Que os bancos façam isto não me surpreende, surpreende-me sim que sejam autorizados a fazê-lo, e que que haja altos quadros das empresas públicas que não tenham percebido este mecanismo, que obriga agora o Estado a pagar cerca de 3mil milhões de € aos Bancos.
Deveriam ou não deveriam ser presos?

terça-feira, abril 23

miguel esteves cardoso

Leio quase sempre as crónicas do MEC no público, embora cada vez com menos interesse.
Mas o pior que pode acontecer ás crónicas do Miguel é quando vêem publicadas na mesma página do José Vítor Malheiros.
É nesse dia que lemos o que é importante, hoje, e o que é acessório, onde se faz uma análise séria dos problemas e onde se escreve como se tudo estivesse bem e querermos ser amigos de toda a gente.
E tudo na mesma página.
O que mais acentua o desconforto.
Hoje enquanto o Vítor Malheiros fala da "generosidade" de quem trabalha "sem receber" para o Estado, o Miguel fala do bom café que bebeu no starbucks.
São de facto preocupações muito diferentes.
Leiam.

quarta-feira, abril 17

Ler os outros

"Governar

Os garotos da rua resolveram brincar de governo, escolheram o presidente e pediram-lhe que governasse para o bem de todos.

- Pois não – aceitou Martim. – Daqui por diante vocês farão meus exercícios escolares e eu assino. Clóvis e mais dois de vocês formarão a minha segurança.
Januário será meu Ministro da Fazenda e pagará o meu lanche.

- Com que dinheiro? – atalhou Januário.

- Cada um de vocês contribuirá com um cruzeiro por dia para a caixinha do governo.

- E que é que nós lucramos com isso? – perguntaram em coro.

- Lucram a certeza de que têm um bom presidente. Eu separo as brigas, distribuo tarefas, trato de igual para igual com os professores. Vocês obedecem, democraticamente.

- Assim não vale. O presidente deve ser nosso servidor, ou pelo menos saber que todos somos iguais a ele. Queremos vantagens.

- Eu sou o presidente e não posso ser igual a vocês, que são presididos. Se exigirem coisas de mim, serão multados e perderão o direito de participar da minha comitiva nas festas. Pensam que ser presidente é moleza? Já estou sentindo como esse cargo é cheio de espinhos.

Foi deposto, e dissolvida a República."


Carlos Drummond de Andrade. Contos Plausíveis. Rio de Janeiro. Record, 1994.