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quinta-feira, outubro 30

O Novo Banco e o negócio do século, ou como não há só corrupção em Angola

o negocio é muito simples.
O Bes emprestou ao Bes Angola 3.3 mil milhões de euros, banco este  que era detido pelo Bes em participação maioritaria.
Com a separação do Bes em bom e mau o Bom ficou com o crédito sobre o banco de Angola e o Bes mau ficou a participação.
Como se sabia que o Bes Angola andou a dar dinheiro ás carradas , emprestando sem saber a quem, e sem garantias, o Novo Banco provisionou as contas porque o Bes Angola não podia pagar.
Para se resolver este problemas com os "nossos " irmãos angolanos deslocou- se a Angola o Presidente do Novo Banco e fez o seguinte acordo.
Dos 3,3 mil milhões de Euros de dívida o Bes Angola só paga 720 milhões uma parte com a venda de cerca de 9% de capital do Banco Angolano que entretanto muda de nome  (Banco Económico) e o remanescente a perder de vista .
O que representa um perdão de dívida de 2,6 mil milhões de euros.
E os nossos jornalistas não dão nenhuma importância a isto.
Como a maioria do capital fica na mão do Governo Angolano, significa isto que o perdão da dívida foi feito a Angola.
A troco de quê?

terça-feira, outubro 28

Ainda o BES e as cumplicidades

O pano cai e parece que o único responsável pela falência do maior grupo portugues em 30 dias, é o Ricardo Salgado.
Dos membros de uma  Comissão executiva paga a peso de ouro, com prémios milionários e que tomava todas as decisões, não se ouve dizer nada.
O Banco de Portugal ainda suspendeu uns quantos administradores para se apurar das suas responsabilidade na gestão do banco, mas foi sol de pouco dura.
Num dia emite um comunicado à suspendê-los de funções no outro permite que sejam requisitados como consultores - pagos evidentemente - sem se apurar das suas verdadeiras responsabilidades.
No caso de Ricciardi o BP permite que continue a presidir a um Banco mesmo sabendo que participou em todas as decisões que levaram o Bes à falência.
Passado todo este tempo era bom que algum jornalista curioso se desse ao trabalho de saber onde param os antigos administradores do Bes, o que fazem o como ganham a vida.
E a surpresa era seguramente maior.
Um dos Administradores, Joaquim Goes, que foi demitido de Administrador mas que foi readmitido como Acessor do Conselho de Administração do Novo Banco e foram-lhe dados poderes iguais ao que tinham enquanto administrador do Bes, foi criado um novo  Departamente à medida do seu talento, na área imobiliária do Novo Banco, e não me admirava que seguindo a sua vocação liberal procure vender este departamento a privados, já que, como sabemos, os liberais não gostam que seja o Estado a administrar, e assim seria mais fácil que fossem os privados a ficar com esse imenso património que o Novo Banco tem, mas que ninguém fala.
Não haverá um jornalista que queira pegar nisto?mesmo depois do que disse Passos Coelho.
Ou continuam preguiçosos?